Solidão e saúde: porque as relações também curam

Solidão e saúde: porque as relações também curam

Falamos de comida, sono e exercício quando pensamos em saúde, e raramente em companhia. No entanto, sentir-se acompanhado ou sozinho pesa no bem-estar tanto como muitos hábitos do corpo.

A solidão não é só tristeza

A solidão prolongada não fica só na cabeça. Afeta o sono, o humor e até a forma como o corpo lida com o stress. Não se trata de estar fisicamente só — há quem viva rodeado de gente e se sinta isolado, e quem viva sozinho e bem acompanhado.

As relações como hábito de saúde

Tal como o exercício, as ligações com os outros precisam de algum cuidado regular. Não nascem sozinhas nem se mantêm sem investimento.

  • Telefonar a alguém em vez de só enviar mensagem.
  • Marcar encontros regulares, mesmo que curtos.
  • Participar em atividades de grupo: um coro, um clube, voluntariado.
  • Manter o contacto com a família e os amigos antigos.

A qualidade conta mais do que o número

Não é preciso ter muitos amigos. Algumas relações próximas e de confiança fazem mais pela saúde do que uma agenda social cheia mas vazia de proximidade. O que conta é sentir que há quem nos ouça e com quem possamos contar.

Cuidar das relações é cuidar da saúde, ainda que não apareça nas análises. Vale a pena dar-lhes o mesmo lugar que damos à alimentação e ao movimento — porque, no fundo, fazem parte da mesma coisa.