Há quem jure que a sesta é o segredo da tarde produtiva e há quem a evite por acordar pior do que estava. Os dois têm razão — depende de como se faz.
A sesta curta é a que compensa
Vinte minutos chegam para aliviar o peso da tarde sem mergulhar no sono profundo. É desse sono profundo, interrompido a meio, que nasce a sensação de ressaca e a cabeça pesada ao acordar.
Se adormece com facilidade, programe o despertador. Melhor cortar a sesta antes de o corpo entrar na fase profunda do que prolongá-la e pagar a fatura à noite.
A hora também conta
Uma sesta a meio da tarde encaixa no ritmo natural de quebra de energia que muitos sentem depois do almoço. Já uma sesta ao fim do dia é outra história: ao descansar perto do jantar, chegamos à hora de deitar sem pressão de sono e a noite atrasa-se.
- Duração: vinte a trinta minutos é o ponto certo para a maioria.
- Hora: o início da tarde funciona melhor do que o fim do dia.
- Ambiente: um sofá, persianas corridas e silêncio bastam; não precisa de cama.
Quando a sesta é um sinal de alarme
Precisar de dormir todos os dias para aguentar a tarde pode indicar que a noite está curta ou de má qualidade. Nesse caso, a sesta trata o sintoma, não a causa. Vale a pena olhar primeiro para a hora a que nos deitamos e para o que fazemos na hora antes de dormir.
Usada com critério, a sesta é uma ferramenta simples e gratuita. O segredo está em mantê-la curta e cedo — para descansar a tarde sem hipotecar a noite.