Preocupamo-nos com o tempo que as crianças passam em frente a ecrãs, e com razão. Mas é difícil pedir-lhes moderação enquanto nós próprios estamos com o telemóvel na mão a maior parte do tempo.
As crianças copiam o que veem
Mais do que ouvir regras, as crianças imitam comportamentos. Se à mesa os adultos estão no telemóvel, se o serão é passado cada um no seu ecrã, a mensagem que passa contradiz qualquer limite que se tente impor. O exemplo fala mais alto do que as ordens.
Combinar regras para todos
- Defina momentos sem ecrãs para a família inteira, como as refeições.
- Deixe os telemóveis fora do quarto à noite, adultos incluídos.
- Reserve tempo para atividades em conjunto sem ecrãs: jogos, leitura, passeios.
- Mostre que também sabe pousar o telemóvel.
Regras que valem para todos são mais justas e mais fáceis de aceitar do que proibições só para os mais novos.
Qualidade e contexto
Nem todo o tempo de ecrã é igual. Ver algo em conjunto e conversar sobre isso é diferente de horas sozinho a consumir conteúdo sem fim. O importante é que os ecrãs não roubem o tempo do sono, do movimento, do brincar e do convívio.
Educar para um uso saudável dos ecrãs começa pelos adultos. Em casa, o melhor manual de instruções é o nosso próprio comportamento.